“Eu sinto tanta saudade de te amar, de saber que eu te teria, que você me teria, sinto saudade dos beijos, dos carinhos, dos abraços e amassos. Sinto saudade do seu calor, do seu cheiro, e tenho tanta saudade da forma como eu amava você, ou de me sentir verdadeiramente assim, sabe? Preenchida, cheia, inteira. Vivo constantemente procurando uma forma de fazer parar essa falta que me anda sobrando e transbordando pelas bordas da minha vida, e é tão incessante essa forma estranha de querer, de sentir. Às vezes me bate um desespero agonizante lembrar, e de tão grande, acaba se tornando normal. Eu sinto falta de como você me doía, mas isso me fazia sentir mais humana, porque eu estava cheia de amor pra dar, mesmo que você não quisesse, eu sabia que havia nobreza dentro de mim apenas por sentir. Eu sinto falta dos raios de sol iluminando o teu olhar durante as tardes enquanto eu tinha o aconchego dos teus abraços, e sinto falta de como tua risada espontânea me fazia feliz. Eu sinto falta de me sentir assim, sabe? Um pouco mais frágil, um pouco menos controladora, um pouco mais sentimental, um pouco mais mulher! Eu te amava tanto que até doía. Não que te amar me doesse, me doía pensar que ficar sem você seria torturante. Eu não tinha medo de compromisso, eu tinha medo do quanto eu amava você, medo do meu sentimento de que eu não seria feliz sem você, e aqui estou eu, querendo me ver livre do vazio que você me proporcionou, querendo na verdade, respirar por mim mesma outra vez sem que me doa tanto ser pela metade, sem que me doa tanto não ser sua novamente.”
Isllane Letícia Rodrigues Barboza







